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ADICIONAL DE PERICULOSIDADE

Trabalhador exposto a risco em ambiente perigoso ilustrando adicional de periculosidade.

Adicional de Periculosidade: Quem Tem Direito e Como Funciona

O adicional de periculosidade é um direito garantido pela legislação trabalhista brasileira para empregados expostos a riscos acentuados no ambiente de trabalho.

Esse adicional tem como objetivo compensar financeiramente o trabalhador que exerce atividades perigosas, como contato com explosivos, energia elétrica ou combustíveis.

A previsão legal está no artigo 193 da CLT e em normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho.

O que é o adicional de periculosidade?

O adicional de periculosidade é um acréscimo salarial pago ao trabalhador que exerce atividades com risco elevado de acidente grave ou morte.

A legislação estabelece que o adicional corresponde a:

Tipo de adicionalPercentual
Periculosidade30% do salário-base

Esse valor não inclui gratificações, prêmios ou adicionais.

Quais trabalhadores têm direito ao adicional?

A CLT e as Normas Regulamentadoras reconhecem o direito para atividades que envolvem risco acentuado.

Exemplos comuns

  • trabalhadores expostos a energia elétrica
  • frentistas de postos de combustíveis
  • trabalhadores que lidam com explosivos
  • profissionais de segurança patrimonial armada
  • trabalhadores em contato com inflamáveis

Base legal

  • Art. 193 da CLT
  • NR-16 do Ministério do Trabalho

Como saber se o trabalhador tem direito?

O direito geralmente é reconhecido após perícia técnica trabalhista realizada por perito nomeado pelo juiz.

A perícia avalia

  • ambiente de trabalho
  • atividade exercida
  • grau de exposição ao risco
  • medidas de segurança adotadas

Se confirmada a exposição permanente ao risco, o adicional pode ser reconhecido judicialmente.

Como calcular o adicional de periculosidade?

O cálculo é simples.

O adicional corresponde a 30% do salário-base do trabalhador.

Exemplo prático

Salário basePercentualAdicional
R$ 2.00030%R$ 600

Total recebido:
R$ 2.600

Esse valor também reflete em outras verbas trabalhistas, como:

  • férias
  • 13º salário
  • FGTS
  • aviso prévio

Diferença entre insalubridade e periculosidade

Muitas pessoas confundem esses dois direitos trabalhistas.

CaracterísticaInsalubridadePericulosidade
Base de cálculosalário mínimosalário base
Percentual10%, 20% ou 40%30%
Tipo de riscoagentes nocivosrisco de morte

Em regra, não é possível acumular os dois adicionais. O trabalhador deve receber apenas um deles.

Quando procurar um advogado trabalhista?

Se o trabalhador exerce atividade perigosa e não recebe o adicional, pode existir violação da legislação trabalhista.

Um advogado trabalhista pode analisar:

  • função exercida
  • ambiente de trabalho
  • laudos técnicos
  • normas regulamentadoras

A análise jurídica permite verificar se existe direito ao pagamento do adicional ou diferenças salariais retroativas.

Perguntas Frequentes

Quem trabalha com combustível tem direito ao adicional de periculosidade?

Os frentistas e trabalhadores expostos a inflamáveis normalmente atuam em ambiente perigoso. A NR-16 classifica atividades com inflamáveis como perigosas, em regra, esses trabalhadores têm direito ao adicional. E, caso o pagamento não seja feito, é possível discutir o direito na Justiça do Trabalho.

Vigilante desarmado tem direito ao adicional?

A lei reconhece risco em atividades de segurança. Da mesma forma, a jurisprudência admite o adicional para vigilantes, mesmo sem arma, dependendo do risco da atividade. Cada caso deve ser analisado conforme o ambiente de trabalho.

O adicional de periculosidade integra o FGTS?

O adicional possui natureza salarial, e por isso, refletem nas verbas salariais e no FGTS. Havendo diferença sobre os reflexos legais, tais diferenças podem ser cobradas judicialmente.

Quem recebe periculosidade pode receber insalubridade?

Alguns ambientes possuem risco e agentes nocivos. A acumulação simultânea dos referidos adicionais é vedada, devendo o trabalhador receber apenas o adicional mais vantajoso.

O adicional pode ser pago retroativamente?

Muitas empresas deixam de pagar o adicional. Neste caso, a Justiça do Trabalho admite cobrança retroativa, sendo possível pedir diferenças salariais, com o prazo prescricional geralmente é de 5 anos.

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Flávio Silva Santana
Flávio Silva Santana

Advogado Especializado no Direito do Trabalho

Weydma Lorrayne Aires
Weydma Lorrayne Aires

Advogada Especializada no Direito do Trabalho

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